Quando o homem falhou e não conseguiu obter as bênçãos
oferecidas pela aliança das obras, foi necessário que Deus criasse um novo
caminho, caminho pelo qual o homem pudesse ser salvo.
A Confissão de Fé de
Westminster, de meados do século XVII, trata da doutrina do pacto no seu
capítulo VII:
DO PACTO DE DEUS COM O
HOMEM
I. Tão
grande é a distância entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas
racionais lhe devam obediência como seu Criador, nunca poderiam fruir nada
dele, como bem-aventurança e recompensa, senão por alguma voluntária condescendência
da parte de Deus, a qual agradou-lhe expressar por meio de um pacto.
II. O
primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida
prometida a Adão e, nele, à sua posteridade, sob a condição de perfeita e
pessoal obediência.
III.
Tendo-se o homem tornado, pela sua queda, incapaz de ter vida por meio deste
pacto, o Senhor dignou-se a fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto
da graça; neste pacto da graça ele livremente oferece aos pecadores a vida e a
salvação através de Jesus Cristo, exigindo deles a fé, para que sejam salvos, e
prometendo o seu Santo Espírito a todos os que estão ordenados para a vida, a
fim de dispô-los e habilitá-los a crer.



