sexta-feira, 12 de outubro de 2012

FILHOS

Leitura Bíblica: Provérbios 23:15-25

"Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles" (Provérbios 22:6).

Para a maioria das pessoas, aproveitar a vida significa tirar o máximo proveito de toda e qualquer situação e “se dar bem”, ter um ótimo emprego, um excelente salário, ter as namoradas mais bonitas ou vice-versa, frequentar os melhores restaurantes. Os pais geralmente se orgulham quando os filhos alcançam esses objetivos. Estufam o peito, respiram fundo e dizem “Esse é meu filho! Ele sabe viver!”. Porém, essa alegria é falsa e muitas vezes interrompida quando as consequências desse tipo de vida começam a aparecer. Os pais descobrem que o filho está viciado em drogas, recebem a notícia de uma gravidez indesejada ou até mesmo de um acidente ou briga com a participação dele. Quantas mães choram em hospitais, implorando a Deus por um milagre. Quantos filhos já estão “enterrados” em vida, no mundo das falsas ilusões. Quantas famílias estão sofrendo com desastres e mágoas e vivendo em desarmonia porque não desfrutam a vida com Deus.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS - João 17.1-26


            Por Davi Helon


            O texto lido é chamado de a oração sacerdotal de Cristo.
            Jesus acabara de dar o discurso do cenáculo, do capitulo 13 até o 16, em uma conversa a mesa. E nela Jesus:
1.      Lava os pés dos discípulos. 13.1-20
2.      Indica o traidor. 13.21-30
3.      Da um novo mandamento. 13.31-3
4.      Pedro é avisado que o negaria. 13.36-38
5.      Jesus fala sobre o céu. 14.1-15
6.      Promete outro consolador. 14.16-31.
7.      Fala sobre a produtividade espiritual. 15.1-26
8.      Jesus fala sobre a missão do consolador. 16.1-24
9.      Jesus se despede dos discípulos. 16.25-33

O discurso do cenáculo é concluído nesta “oração sacerdotal”, pois é neste momento que Jesus se consagra para o sacrifício em que Ele é, simultaneamente, sacerdote e vítima.
            O sacerdote fazia sacrifícios pelo povo e intercedia por eles, e aqui vemos Jesus intercedendo e se preparando para sua morte.
            É maravilhoso demais vermos o Senhor orando a Deus o Pai pela sua igreja.
            Philipp Malengthen  um dos reformadores disse,[1]  "Não há voz que jamais foi ouvida, nem no céu ou na terra, mais exaltada, mais santa, mais frutífera, mais sublime do que a oração feita pelo Filho do próprio Deus. "

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

TEOLOGIA DO PACTO - Parte 4 - A Aliança da graça




Quando o homem falhou e não conseguiu obter as bênçãos oferecidas pela aliança das obras, foi necessário que Deus criasse um novo caminho, caminho pelo qual o homem pudesse ser salvo.
             
A Confissão de Fé de Westminster, de meados do século XVII, trata da doutrina do pacto no seu capítulo VII:

DO PACTO DE DEUS COM O HOMEM
I. Tão grande é a distância entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas racionais lhe devam obediência como seu Criador, nunca poderiam fruir nada dele, como bem-aventurança e recompensa, senão por alguma voluntária condescendência da parte de Deus, a qual agradou-lhe expressar por meio de um pacto.
II. O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Adão e, nele, à sua posteridade, sob a condição de perfeita e pessoal obediência.
III. Tendo-se o homem tornado, pela sua queda, incapaz de ter vida por meio deste pacto, o Senhor dignou-se a fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto da graça; neste pacto da graça ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação através de Jesus Cristo, exigindo deles a fé, para que sejam salvos, e prometendo o seu Santo Espírito a todos os que estão ordenados para a vida, a fim de dispô-los e habilitá-los a crer.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

TEOLOGIA DO PACTO - Parte 3 - Aliança da Redenção

            Com respeito a esta aliança o catecismo menor de Westminster em sua pergunta 20 diz:

              Deixou Deus todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria?
R. Tendo Deus, unicamente pela sua boa vontade desde toda a eternidade, escolhido alguns para a vida eterna, entrou com eles em um pacto de graça, para os livrar do estado de pecado e miséria, e trazer a um estado de salvação por meio de um Redentor.

            Esta aliança não é feita entre Deus e o homem, mas entre os membros da trindade, esta aliança estava incluída no decreto de Deus antes da criação.
assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor” Ef. 1.4

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

TEOLOGIA DO PACTO - Parte 2 - Aliança da criação

         Por Davi Helon de Andrade
         
  
            A palavra “aliança” não aparece no relato da criação. Isto é, para muitos, prova de que não é legítimo falar de uma aliança de Deus com o homem estabelecida no momento da criação.
Contudo, deve-se levar em conta os seguintes fatos:
O. Palmer Robertson argumenta, em seu livro Cristo Dos Pactos, que a palavra berith (pacto) também não aparece em 2 Sm 7 ou 1 Cr 17, onde Deus confirma a sua aliança com Davi. Isto não significa que esses textos não falam de uma aliança de Deus com Davi, pois, tanto 2 Sm 23.5 como Salmo 89.3 falam de uma aliança de Deus com Davi.
Gerard Van Groningen argumenta, em seu livro Criação e Consumação, que o termo “Trindade” também não aparece na Escritura, embora seja ensinado por muitas referências às três pessoas. Em Gênesis 3 o Pacto da Redenção/Graça foi incorporado ao Pacto da Criação; contudo, o termo berith não aparece no capítulo 3 de Gênesis. Nem por isso, argumenta Van Groningen, muitos teólogos deixam de sustentar o Pacto da Redenção/Graça.[1]

terça-feira, 4 de setembro de 2012

TEOLOGIA DO PACTO - Parte 1 - Introdução e Conceito de Aliança


Por  Davi Helon de Andrade

Algo de sumo importância para entendermos bem tanto no Antigo como o Novo Testamento e o modo de Deus se relacionar com o homem são as alianças, pois muitas das heresias existentes vêm de uma má compreensão das mesmas. A importância de se conhecer as alianças é de suma importância para nortear nossos passos teológicos. Um exemplo que podemos dar é que as igrejas de origem calvinistas têm como base a teologia do Pacto (aliança), porém por um entendimento diferente em alguns pontos nas alianças, surge a teologia dispensacionalista.
Porém, é importante ressaltar que Teologos dispensacionalistas e aliancistas colocam-se lado a lado na afirmação dos princípios essenciais da fé cristã e também muitos pontos em comum e dentro de ambas as posições existem teólogos eruditos e piedosos.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

DISCIPLINA ECLESIASTICA

Por Davi Helon de Andrade
            Lembro-me de que quando eu era menor, meus pais costumavam me disciplinar quando eu os desobedecia. E tenho a convicção que eles faziam isto porque queriam o melhor para mim e me amavam.
            Muitas vezes me disciplinavam para ensinar sobre a vida, como trabalho (limpar a casa), não mais mentir, não mais desobedecê-los, não mais falar palavrão, estudar, e tantos outros motivos.

            Dentro da Igreja também deve haver disciplina. É a disciplina que faz com que os crentes sintam-se responsáveis diante do Corpo de Cristo. A disciplina tem como objetivo a recuperação de pessoas, colocando-as no caminho certo, e também visa levar os crentes a temer mais ao Senhor.
            Wayne Grudem escreve:
Seria muito saudável para a igreja começar a pensar em disciplina não como um fardo imposto pelo Senhor, mas como um autentico “meio de graça”, pelo qual grandes bênçãos podem vir a igreja – reconciliando os crentes entre si e com Deus, fazendo voltar à obediência o irmão que está em pecado, exortando todos a que temam[1]”.